
DEPENDÊNCIAS TECNOLÓGICASO
start para um novo desafio clínico
Curitiba, 07 dezembro 2007
Quando pensamos em vícios, dependência, logo pensamos em substâncias ilícitas ou lícitas, como maconha, cocaína, crack, LSD, o tabaco, o álcool, entre outros. O que podemos dizer das novas drogas, as novas dependências tecnológicas?
Na inundação de novas tecnologias sejam os novos telefones celulares, lançamentos de novos games, novos computadores com preços cada vez mais acessíveis à (quase) todas as classes sociais, internet banda larga, salas de bate-papo, milhões de sites pipocam a cada dia e agora com a chegada da TV Digital nos aparelhos de telefonia móveis, servem de estímulos que colaboram ao consumo excessível e descartável e também um prato cheio para novas dependências do século XXI. Falamos dos vícios tecnológicos, mas precisamente das tecnoses.
Alguns estudiosos apontam a tecnose como a doença contemporânea, do século XXI. Não é por menos. As pessoas cumprem sua jornada de trabalho, vão para casa, e ao invés de se desligarem dos emails, sempre acabam recebendo mais documentos ou trabalho para serem realizados no momento que teria reservado ao lazer, à família. Com celulares que mais parecem computadores de mão, notebooks, entre outras parafernálias parece impossível da pessoa se desligar do trabalho, pelo menos por alguns instantes. Isso pode levar ao tecnoestresse.
A pessoa não consegue imaginar sua vida sem celular, televisão ou computadores. Para suprir tal demanda, agora estaremos atendendo esse público que possuem vícios em tecnologia, seja celulares, televisão, computadores, internet, games online ou offline, salas de bate-papo, cibersexo, entre outros.
A tendência com pessoas que sofrem de tecnoses é manter um comportamento de isolamento do convívio familiar ou social, depressão, irritabilidade, falta de interesse ou dificuldade de sair de férias e ficar sem o uso internet ou celular por um determinado período, dificuldade em planejar o tempo de trabalho porque fica distraída com sites de relacionamentos, softwares de mensagens instantâneas, conteúdos pornográficos.
Em 2008, criaremos um projeto para atendimentos psicológicos individual e grupos de auto-ajuda para quem enfrenta esse tipo de problema, além de orientação aos pais à prevenção do uso não abusivo da Rede Mundial de Computadores.
O que diferencia o tratamento psicológico das dependências químicas dos vícios tecnológicos, não é eliminar o uso do computador ou o uso do celular da vida do usuário e sim ensiná-lo a utilizar os mesmos de forma adequada.
Os valores para atendimentos de grupo ainda não foi definido. Para os interessados que residem na cidade de Curitiba, é possível fazer um pré-cadastro para os atendimentos em 2008 no endereço marcar.atlaspsico.com.br e selecione a opção “tecnologia. Novas Dependências”.
ATLASPSICOVícios Tecnológicos. O start para um novo desafio clínico
Autor: Márcio Roberto Regis (CRP 08/10156) Editor-Chefe do Portal de Psicologia ATLASPSICO Psicólogo Especialista em Psicologia Clínica Comportamental pela Universidade Tuiuti do Paraná Email:
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